Discutir as evidências e os assuntos relevantes na Fisioterapia Traumato-Ortopédica
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Mobilização Neural X Alongamento Muscular
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Biomecânica
Qual a força que os Eretores da Espinha devem fazer nas 3 posições?Lc = 44 cm;
Massa do tronco = 37 Kg;
d = 4 cm;
g = 9,81 m/s2
Resposta:
Fe * d - mg*Lc*sen x = 0
Fe = 2823 N (para um x=45º)
Fe = 3993 N (para um x=90º)
Fe= 2823 N (para um x=135º)
Pelos resultados encontrados, o Eretor da Espinha é capaz de gerar forças que são 4 vezes o peso do corpo, músculos pequenos que não pesam mais que 1 Kg. Se não entendeu como chegar ao resultado, envie um comentário, participe.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Padrão de ativação muscular e Lesões
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Disfunção Sacro-ilíaca
- Prova de Gaenslen;
- Compressão ilíaca;
- Thigh thrust;
- Compressão sacra.
A presença de dor em 3 destes testes, confirmam o diagnóstico de DASI. É um artigo interessante e possui uma bibliografia importante neste assunto (13,14 e 18), vale a pena dar uma olhada.
Outro dado importante e relevante, é que 100% dos jovens com DASI tinham encurtamento nos isquiotibiais. Esta disfunção gera alterações no ritmo lombopélvico que causa prejuízos na absorção de choques da articulação sacro-iliaca durante a marcha, o que por sua vez sobrecarregaria os discos intervertebrais da região lombar acarretando dor nesta região.
Deficit muscular após cirurgia
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Obesidade e Osteoartrite
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Síndrome Patelofemural_Tese de Mestrado
Interessante texto para estudo e importante também seria a busca das referência apresentadas no trabalho.
A síndrome da dor patelofemural é uma das disfunções mais comuns que acometem o joelho, principalmente mulheres jovens fisicamente ativas. No entanto, o tratamento permanece desafiador por carecer de bases científicas que direcionem sua reabilitação. Distúrbios no alinhamento estático e dinâmico dos membros inferiores, como a pronação excessiva do retropé, têm sido associados na clínica e embasados teoricamente como fatores de risco para a disfunção. No entanto, estudos experimentais que embasem esta relação ainda são controversos. O objetivo geral deste estudo foi verificar a influência da síndrome da dor patelofemural no alinhamento postural do retropé e joelho, assim como na distribuição da pressão plantar durante a fase apoio do descer escadas e em três subfases do apoio da marcha. Foram estudados 77 adultos jovens de ambos os sexos, divididos em grupo controle (GC=47) e grupo síndrome da dor patelofemural (GSPF=30). Para responder a questões científicas específicas, foram realizados três experimentos. O experimento 1 teve o objetivo específico de verificar a associação entre a síndrome da dor patelofemural e o alinhamento postural dos membros inferiores (n=77; GC=47,GSPF=30). Para tanto, foram avaliadas três medidas clínicas: o ângulo do retropé, o ângulo Q (fotogrametria digital) e a orientação médiolateral da patela (método adaptado de Mc Connell). O experimento 2 teve como objetivo específico investigar a distribuição da pressão plantar de indivíduos com e sem diagnóstico de síndrome da dor patelofemural durante o descer escadas, e avaliar a dor dos sujeitos com essa disfunção antes e após a tarefa proposta (n=74; GC=44,GSPF=30). Para tanto, avaliouse a distribuição da pressão plantar por meio de palmilhas capacitivas (Pedar X System) na fase de apoio do descer escadas e a dor referida pelos sujeitos pela escala analógica visual de dor antes e depois da tarefa motora. O experimento 3 (n=57; GC=35,GSPF=22) buscou especificamente avaliar a influência da síndrome da dor patelofemural na distribuição da pressão plantar durante o contato inicial, médio-apoio e propulsão da fase de apoio da marcha. Os principais resultados demonstraram que não houve influência da disfunção no alinhamento postural do retropé e joelho. No entanto, durante o descer escadas, a síndrome da dor patelofemural esteve associada à um contato medialmente direcionado no retropé e médio-pé, assim como menores sobrecargas plantares, provavelmente associadas ao aumento significativo da dor relatada pelos sujeitos após a tarefa. Na marcha, os sujeitos com a disfunção realizaram novamente um contato inicial medialmente direcionado no retropé e uma propulsão mais lateralizada no antepé. Os resultados deste estudo mostram que a síndrome da dor patelofemural não esteve relacionada ao alinhamento postural do retropé e joelho, mas influenciou o padrão dinâmico da distribuição da pressão plantar tanto na marcha como no descer escadas. Estes achados confirmam a importância da avaliação dinâmica durante a reabilitação dos indivíduos com esta disfunção.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Síndrome Patelofemural

Os resultados do estudo mostram que VMO obliquo atinge o pico de ativação atrasado em relação aos estabilizadores laterais em ambos os grupos, não havendo diferença significativa. O estudo sugere que o TRR não pode servir como parâmetro para diferenciar os indivíduos portadores da SDPF, dos indivíduos saudáveis.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Peso, Altura e Pressão Plantar

quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Instabilidade Crônica de Tornozelo
As entorses de tornozelo são as lesões mais freqüentes, onde o mecanismo causador mais comum é a supinação excessiva (Inversão + Flexão plantar) do complexo tornozelo-pé.
Cerca de 40-72% das lesões levam a problemas crônicos, como entorses recorrentes e limitação funcional.
As causa da instabilidade são:
*Instabilidade mecânica;
*Instabilidade funcional (déficits neuromusculares e proprioceptivos).
O objetivo do trabalho, publicado na RBME_2009, foi “realizar uma revisão sistemática da literatura a fim de levantar a existência de medidas clínicas que avaliem a performance funcional de indivíduos com instabilidade crônica do tornozelo, assim como levantar a existência de estudos que verifiquem objetivamente a presença de déficits de performance funcional nesses indivíduos”.
Foram selecionados inicialmente 253 estudos, mas apenas 6 preencheram os critérios de inclusão desta revisão. Após a verificação dos estudos observou-se que apenas os testes Multiple hop test e SEBT tem sua validade e confiabilidade verificadas como instrumentos de avaliação capazes de detectar déficits na performance funcional em indivíduos com instabilidade do tornozelo.
Os déficits apresentados em ambos os testes estão relacionados com uma dificuldade de realizarem correções posturais necessárias para completar as tarefas motoras requeridas, ou seja, esses sujeitos apresentariam um déficit de equilíbrio dinâmico, o que reforçam a idéia de que a instabilidade está relacionada com a presença de déficits proprioceptivos e de controle neuromuscular.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Pilates
Inúmeros são os estudos na literatura que mostram os benefícios do Pilates®. Pesquisa realizada no Pubmed encontrou mais de 30 estudos com a palavra Pilates® no titulo dos artigos, e vários destes mostram resultados positivos na aplicação do método em diversas patologias.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
LCA e CCF e CCA
Estudos anteriores mostram que há uma fraqueza de quadríceps após reconstrução do ligamento, o que indica um trabalho especifico de fortalecimento deste músculo. O problema do trabalho de fortalecimento é sobrecarregar o enxerto, já que a extensão do joelho leva a uma translação anterior da tíbia que leva a uma tensão no LCA. A co-ativação muscular é importante para estabilizar o joelho e diminuir com isso a tensão no ligamento operado.
Qual tipo de exercício é mais eficiente? É o que o trabalho tenta responder.
O artigo faz na introdução uma belíssima revisão sobre co-ativação e sua importância na reabilitação.
Os resultados revelaram que não há diferença significativa entre o lado lesado e normal em exercícios de CCA ou CCF, e que também não há diferença nos diferentes ângulos propostos em CCA. Estes resultados colocam em dúvida o papel dos isquiotibiais na proteção do LCA em CCA. Já em CCF a co-ativação é maior quanto menor os ângulos de flexão.
Outro achado importante é a maior co-ativação em CCF quando comparado com os exercícios em CCA, o que contribui com a estabilidade do joelho e menor tensão do LCA.
O trabalho conclui que os exercícios em CCF a 30º são os mais indicados no protocolo de reabilitação do joelho se há o objetivo de aumentar o valor de co-ativação da musculatura da coxa.
Texto Completo
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Glossário de Termos
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Flexibilidade dos Isquiotibiais

terça-feira, 9 de junho de 2009
Dor lombar e sua relação com o quadril e o pé.
Artigo publicado no JOSPT 1999 o autor descreve, através de um estudo de caso, a relação entre quadril, pé e dor lombar. Diversos estudos mostram a relação entre ADM de rotação de quadril e dor lombar, e outros mostram a relação entre a pronação excessiva e dor lombar. Neste estudo o autor faz uma interessante discussão sobre estas relações.
O paciente descrito apresentava dor lombar crônica, com sinais de disfunção na articulação sacroiliaca e já tinha feito tratamentos diversos, entre eles osteopatia, sem melhora prolongada dos sintomas.
Através da correção da assimetria na rotação lateral do quadril e do uso de palminha para corrigir a pronação excessiva do pé, o paciente apresentou melhora dos sinais e sintomas até um ano após o tratamento.
Apesar de ser somente um estudo de caso, é um interessante artigo.
Sinais e sintomas sugestivos de disfunção sacroiliaca:
-Dor em volta ou próximo do sulco sacral;
-Dor à palpação do sulco sacral;
-Paciente com mobilidade de tronco normal e sem ou com pouca dor;
-Dor sem sinais neurológicos (dor irradiada);
-Rotação de quadril mostra assimetria;
-Há evidência de obliqüidade pélvica;
-Paciente apresenta dor leve a moderada;
-Paciente não apresenta dor à palpação na região lombar.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Exercício de Resistência Progressiva
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Tendinose Patelar
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Avaliação clínico-radiográfica da mobilidade da lordose lombar
O objetivo deste trabalho foi estabelecer o padrão normal dos valores angulares para a lordose lombar, determinar a mobilidade clínico-radiológica no plano sagital (flexo-extensão) da coluna lombar e testar a força dos músculos abdominais em indivíduos de ambos os sexos em três faixas etárias. MÉTODOS: Foram avaliados 150 indivíduos, sem queixas álgicas ou deformidades vertebrais, todos escolhidos aleatoriamente. Os participantes foram divididos em três grupos de 50 indivíduos de acordo com a faixa etária I) 0 a 20; II) 21 a 40 e III) 41 a 60 – totalizando 79 do sexo masculino e 71 do feminino. Todos foram submetidos a exames radiográficos da coluna lombar em ortostatismo, na incidência em perfil, com o tronco em flexão máxima e em posição neutra. Os indivíduos da pesquisa foram também avaliados quanto à capacidade de realizar exercícios abdominais com os membros inferiores estendidos e fletidos, para investigar a atuação dos músculos lordogênicos e antilordogênicos, respectivamente. A partir das radiografias, foram medidos os seguintes ângulos: a) entre o topo de L1 e o topo de L5; b) topo de L1 e a base de L5; c) topo de L1 e o topo de S1; d) base de L5 e o topo de S1 (ângulo da articulação lombossacra) e e) topo de L5 e base de L5 (acunhamento de L5). RESULTADOS: Nos três grupos, os resultados médios para os ângulos a, b e c foram, respectivamente, de 37°, 44° e 57° em neutro e de –1°, 6° e 11° em flexão máxima. No grupo I, as médias foram de 33,3°, 42° e 56,7° em neutro e de –18,8°, –12,4° e –12,4° em flexão máxima; no grupo II, foram de 36,1°, 42,9° e 55,9° em neutro e de 4,2°, 10,6° e 18,1° em flexão máxima; e no grupo III, de 41,2°, 48° e 58,2° em neutro e de 12,6°, 18,5° e 26,5° em flexão máxima. Para o ângulo da articulação lombossacra, as médias foram de 14,6°, 12,2° e 10,1° em neutro e de 1,4°, 7,5° e 7,9° em flexão máxima, para os grupos I, II e III, respectivamente. A média do ângulo de acunhamento de L5 foi de 8,6°, 7,6° e 4,4° em neutro e de 5,9°, 6,1° e 3,6° em flexão, para os grupos I, II e III, respectivamente. Exercício abdominal com os membros inferiores estendidos foi realizado por 100% dos indivíduos no grupo I, 70% no II e 48% no III, enquanto que com os membros inferiores fletidos foi executado por 96% do grupo I, 46% do II e 16% do III. CONCLUSÃO: Decrescem concomitantemente a mobilidade em flexão da coluna lombossacra e a força dos músculos abdominais com o aumento da idade.
- O trabalho é interessante e vale a pena uma lida, pois mostra que nos sujeitos analisados ocorre uma manutenção nos ângulos da lordose lombar nas diversas faixas etárias, mas uma diminuição na mobilidade e na força dos abdominais, no qual ocorre um desequilíbrio de forças entre iliopsoas e abdominais. O iliopsoas com o aumento da idade fica mais forte, sendo que ele é lordosante, enquanto os abdominais são retroversores da pelve. Esse desequilíbrio agrava as consequências advinda da lordose para as articulações facetárias da coluna, aumentando a sobrecarga e os movimentos translatórios excessivos, gerando mais dor e mais desgaste.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Assendelft WJJ, Morton SC, Yu Emily I, Suttorp MJ, Shekelle PG
Esta revisão deve ser citada como: Assendelft WJJ, Morton SC, Yu Emily I, Suttorp MJ, Shekelle PG. Tratamento de manipulação da coluna para dor lombar (Cochrane Review) (Cochrane Review). In: Resumos de Revis�es Sistem�ticas em Portugu�s, Issue , . Oxford: Update Software.
Resumo
Objetivos
Solucionar as discrepâncias relacionadas ao uso do tratamento de manipulação da coluna e as atualizar estimativas de efetividade já existentes, comparando o tratamento de manipulação da coluna com outros tratamentos e incorporando dados de ensaios clínicos controlados randomizados recentes e de qualidade boa na metanálise.
Antecedentes
A dor lombar é uma doença dispendiosa, para a qual se recomenda freqüentemente o tratamento de manipulação da coluna. Revisões sistemáticas anteriores e diretrizes médicas mostram resultados discrepantes sobre a efetividade desse tratamento para dor lombar.
Estratégia de pesquisa
Foi realizada busca eletrônica nas seguintes bases de dados, desde seu respectivo início até janeiro de 2000: The Cochrane Central Register of Controlled Trials, MEDLINE, EMBASE e CINAHL. Foi usada a estratégia de busca do grupo The Cochrane Back Group. Também se verificaram as referências de revisões sistemáticas anteriores.
Critério de seleção
Ensaios clínicos controlados randomizados que avaliaram o tratamento de manipulação da coluna para pacientes com dor lombar com, pelo menos, um dia de seguimento e, no mínimo, um desfecho clinicamente importante.
Recompilação e análise de dados
Dois autores, que trabalharam como revisores em todas as etapas da metanálise, extraíram independentemente os dados sem mascaramento. Os tratamentos para comparação foram classificados nas sete categorias seguintes: simulação, tratamento convencional da clínica geral, analgésicos, fisioterapia, exercícios, educação postural ou um grupo de tratamentos julgados não efetivos ou até mesmo prejudiciais (tração, colete, repouso no leito, tratamento domiciliar, gel tópico, ausência de tratamento, diatermia e massagem simples).
Resultados principais
Foram identificados trinta e nove ensaios clínicos controlados randomizados. Foram desenvolvidos modelos de meta-regressão para dor aguda ou crônica e para dor e função a curto e médio prazo. Para pacientes com dor lombar aguda, o tratamento de manipulação da coluna só foi melhor do que a simulação (diferença de 10 mm [IC 95%: de 2 a 17 mm] em uma escala análoga visual de 100 mm) ou do que os tratamento julgados não efetivos ou até mesmo prejudiciais. O tratamento de manipulação da coluna não apresentou vantagem estatística ou clinicamente significante sobre o tratamento clínico geral, o uso de analgésicos, a fisioterapia, o uso de exercícios ou a educação postural. Os resultados para pacientes com dor lombar crônica foram semelhantes. A irradiação da dor, a qualidade do estudo, a profissão do manipulador e o uso de manipulação isolada ou combinada com outros tratamentos não afetaram esses resultados.
Conclusões dos revisores
Não há evidências de que o tratamento de manipulação da coluna seja melhor do que outros tratamentos padrão para pacientes com dor lombar aguda ou crônica.