terça-feira, 18 de outubro de 2011

Desalinhamento Patelar

O desalinhamento patelar é uma das muitas causas de desordens no mecanismo extensor do joelho. Diversos fatores são causadores deste desalinhamento e diversos testes são propostos para quantificar estes desalinhamentos. Os principais testes são:

(1)- Ângulo-A: Formado pela intersecção de duas linhas; linha que divide a patela em duas metades e a linha entre o polo inferior e o tubérculo da tíbia;  
Ângulo-A
  
(2)- Ângulo-Q: Formado pela linha que liga a espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) e o centro da patela, e a linha do centro da patela à tuberosidade da tíbia;


Ânuglo-Q

(3)- Lateral patellar glide: É a relação da distância do centro da patela à face medial e lateral;
Patellar Glide
(4)- Patellar Tilt: É a relação da faceta medial da patela e a faceta lateral. O desalinhamento mostra uma proeminência da faceta lateral;
Patellar Tilt
(5)- Rotação Interna e Externa da patela:
RI e RE da Patela
(6)- Posição Anterior e Posterior: É demonstrada pela posição do polo inferior da patela durante a contração do quadríceps;
Posição Anterior_Posterior
Fonte: JOSPT - December (ARNO,1990)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Escola de Postura e MacKenzie

O objetivo do estudo é comparar duas técnicas no tratamento de dor lombar não específica: Escola de postura e Mackenzie. Foram avaliados 18 pacientes através da NRS, instrumento utilizado para avaliar a dor; Roland Morris Disability Questionnaire, para avaliar o desempenho funcional e o Flexímetro para avaliar a flexibilidade.
Ambos os tratamentos foram eficazes.
O artigo traz como anexo os programas utilizados. Vale a pena conferir.
ARTIGO COMPLETO

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Revista FISIOTERAPIA EM MOVIMENTO

(1)- Alterações neuromusculares no quadril associadas a entorses de tornozelo: Revisão da literatura.
CLIQUE AQUI

(2)- Efeitos de diferentes exercícios físicos na marcha de idosos saudavéis: Revisão da literatura.
CLIQUE AQUI

(3)- Alterações posturais da coluna e instabilidade lombar no indivíduo obeso: uma revisão de literatura.
CLIQUE AQUI

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Confiabilidade da Medida de ADM do Tornozelo

A medida da amplitude de movimento é um recurso importante na avaliação de um paciente em tratamento fisioterápico. Por isso é fundamental analisar, dentre as técnicas conhecidas, qual a confiabilidade das medidas, quando repetidas pelo mesmo avaliador (confiabilidade intra-examinador) e quando realizado por diferentes avaliadores (confiabilidade interexaminador).
Os dois métodos apresentados abaixo para avaliação da ADM do tornozelo são a goniometria através de um goniômetro universal, e o método de mensuração funcional proposto por Bennel et al (1998).


Venturini C (2006) realizou um estudo que avaliasse a confiabilidade justamente destes dois métodos, e encontrou que a confiabilidade da avaliação funcional é superior ao goniometro universal, tanto com o mesmo avaliador quanto com avaliadores diferentes, o que sugere que este método é mais confiável para a aplicação clínica. Os resultados apontaram de baixa a moderada confiabilidade das medidas intra e interexaminadores para a goniometria.


O texto completo explica como realizar a medida pelo método funcional.(Link)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Terapia Manipulativa Ortopédica (TMO)

Dor vertebral crônica é uma doença multifatorial que atinge milhares de pessoas. Cerca de 80% da população tem ou terá um caso de dor vertebral em algum momento da vida. Diversos tratamentos são propostos para resolver tal problema, entre eles podemos citar a Terapia Manipulativa Ortopédica (TMO). Define-se como TMO qualquer tipo de intervenção manual onde o objetivo é focado no tratamento da dor e disfunção articular, além do uso de exercícios terapêuticos. Incluem mobilização articular associadas à movimentação ativa ou passiva, técnicas de Mulligan, mobilizações passivas fisiológicas e/ou acessórias, Maitland, quiropraxia, osteopatia e técnicas de energia muscular.


Com o objetivo de investigar o efeito da TMO nos casos de dor cervical e lombar, foi publicado na ACTA FISIATRICA de dezembro de 2010 uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados (ECRs). Foram encontrados 24 artigos e 19 foram selecionados.


Os resultados desta revisão apontaram que tal procedimento por si só é eficaz, porém ainda há resultados contraditórios quando acompanha-se o resultado dos pacientes a longo prazo. Outros mostram que somente a utilização da TMO é ineficaz a longo prazo, quando administrada sem a associação de exercícios terapêuticos específicos.


Não foi possível provar se alguma técnica é superior a outra no tratamento da dor vertebral crônica. Não foi possível também provar que os exercícios de fortalecimento da musculatura profunda seja mais eficaz que os exercícios gerais.




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Incidência de Lesões Musculares



Qual lesão muscular é mais comum em atletas de Futebol?

Foram selecionados 2299 que se lesaram no período de 2001 a 2009 com o objetivo de fazer um levantamento de quais músculos são mais lesados nos atletas de futebol.

-Segundo o estudo a média de lesão por temporada é igual 0.6 lesões por atleta, ou seja, um time com 25 jogadores pode esperar cerca de 15 lesões musculares por temporada;

-As lesões musculares constituem 31% de todas as lesões;

-91% de todas as lesões afetam 4 grupos principais: Isquiotibiais (37%), adutores (23%), quadriceps (19%) e panturrilha (13%);

-60% das lesões são recidivas;

-Estas lesões causam significativas ausências dos atletas nos clubes;

-As lesões aumentam com a idade.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Obesidade e Osteoartrite

Através de uma revisão publicada no recente numero da Physical Therapy, foi criado um guia para o tratamento de adultos obesos ou com sobrepeso (IMC maior que 25 Kg/m2) com osteoartrose (OA) nos membros inferiores através do uso da atividade física e da dieta. Foram selecionados artigos de Janeiro de 1966 até Novembro de 2010.


Os autores da revisão sugerem que a atividade física e a dieta são benéficos no tratamento da OA, principalmente na diminuição da dor e na melhora do status funcional. Concluem também, que quando comparou-se atividade física sozinha, dieta sozinha e atividade física e dieta, esta produziu os melhores resultados.


Texto Completo Pago (Resumo)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Equilibrio e Hidroterapia

Série de exercícios de um programa de hidroterapia para a melhora do equilíbrio em idosos. Segundo artigo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia esta série promoveu melhoras significativas no equilíbrio de 25 idosas recrutadas para o estudo. O programa foi aplicado 2 vezes por semana durante 12 semanas com sessões de 40 minutos de duração. A melhora do equilíbrio foi medida por meio da escala de equilíbrio de Berg e pelo teste Time Up Go.



Texto Completo

Centro de Gravidade e Equilíbrio Corporal



Com o objetivo de estudar as causas do desequilíbrio postural, prevenir quedas, identificar as estrégias de manutenção da postura e a interação dos sistemas sensoriais envolvidos na estabilidade, diversos estudos sobre o equilibrio postural tem sido publicados. Um dos fatores identificados nestes estudos que influenciam na manutenção do equilibrio é o Centro de Gravidade (CG). Com o objetivo de analisar a influência e relações do CG com o equilibrio corporal, foi publicado na Revista Brasileira de Ciência e Movimento, uma revisão sobre Centro de Gravidade e equilíbrio corporal que mostra a relação da altura, do peso corporal, do género, da idade e do nível de atividade física com o CG e consequentemente com o equilíbrio. Os autores concluiram que a relação da altura do CG com o equilíbrio é uma abordagem pouco estudada, e que características física e genéticas podem provocar maiores oscilações corporais.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Instabilidade Escapular

A instabilidade escapular é apontada em diversos estudos como uma das causas das lesões no ombro (Ludewig P,2000 - Lusasiewicz A, 1999). 64% dos casos de instabilidade glenoumeral, coexistem com a instabilidade escapular. Uma das causas de movimentação anormal, e consequentemente instabilidade, é a ativação excessiva do trapézio superior (TS) quando comparado com o trapézio inferior (TI). Cools et al (2004) mostrou que atletas com síndrome do impacto apresentavam uma diminuição da atividade do TI e do trapézio médio em relação ao TS. O equilíbrio da razão TS/TI é fundamental para a estabilidade escapular e consequentemente, a estabilidade glenoumeral. É bom lembrar que instabilidade articular é causadora de lesões crônicas importantes.

No processo de reabilitação diversos equipamentos podem ser utilizados com o objetivo de melhorar a ativação dos diversos músculos do ombro. Entre estes equipamentos, está a HASTE OSCILATÓRIA.


Artigo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte recrutou 12 voluntárias para determinar a razão na ativação do TS e TI em diferentes exercícios na haste oscilatória. O estudo concluiu que houve diferença significativa entre os 3 exercícios executados com a haste, sendo que a razão ficou abaixo de 1, o que indica que a ativação do TS foi menor que o TI, mostrando sua eficiência no treinamento dos estabilizadores escapulares. Os autores recomendam com cautela o uso da haste na reabilitação do ombro, pois entendem que ainda há necessidade de novos estudos que confirmem seus achados e também que avaliem outros músculos, entre eles, os músculos do manguito rotador.
Texto Completo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Instrumentação em Biomecânica

Diversas são as ferramentas e instrumentações utilizadas na biomecânica desportiva, como as plataformas de força e equilíbrio, os eletrogoniometros e eletromiográfos. Selecionei um artigo interessante publicado em 2007 no Journal of Human Sport and Exercise, que faz um levantamento e uma breve explicação de muitos instrumentos utilizados na biomecânica.




terça-feira, 17 de maio de 2011

Diclofenaco e Paracetamol nas Entorses de Tornozelo

As lesões de tornozelo são comuns na pratica esportiva. pode ser classificada em 3 tipos de acordo com os sintomas e a integridade dos ligamentos. Causa dor e restrição da ADM o que leva a um prejuízo da função. Na reabilitação deste tipo de lesão, é importante a recuperação completa da ADM para o retorno a pratica esportiva.


Diversos estudos tem utilizado o Diclofenaco e Paracetamol logo após a lesão, como anti-inflamatório e analgésico, porém sua influência na ADM passiva e ativa do tornozelo durante a reabilitação ainda não foi estudado. Artigo publicado no Journal of Human Sport e Exercise procurou avaliar justamente esta relação. Porém o estudo não revelou nenhuma diferença significativa do Diclofenaco em comparação com o Paracetamol na diminuição dor e na melhora ADM passiva e ativa. Outros estudos são necessários para a avaliação a longo prazo, já que este estudo limitou a um período inicial de tratamento (3º e 10º dia após a lesão).




quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tendinopatias do Joelho

Altura Patelar

A tendinopatia crônica do aparelho extensor do joelho é uma das patologias mais comuns em atletas, que pode inclusive levar ao afastamento de suas atividades esportivas.. É definida como uma condição de sobrecarga crônica do mecanismo extensor do joelho decorrentes de traumas repetitivos.


Nos indivíduos não atletas as causas predisponentes da lesão podem ser o aumento do ângulo Q, a altura patelar, torção tibial externa, torção femoral interna, instabilidades femuro-patelares e pronação do pé (Aglietti,1983). Nos atletas a causa mais comum é o atrito entre o ápice da patela e a face posterior do tendão patelar.


Artigo publicado na revista Acta Ortophedica Brasileira teve como objetivo avaliar a altura patelar em atletas com tendinopatia crônica. Para isso foram avaliados 65 atletas e divididos em dois grupos (com e sem lesão).Todos praticavam atividades esportivas regulares. A altura patelar foi medida de acordo com dois métodos (figura abaixo).


O grupo de atletas com a tendinopatia crônica apresentou patela alta e média de altura patelar significativamente maior que o grupo controle, mostrando uma relação direta entre patela alta e tendinopatia crônica. Isto mostra a complexidade das causas das lesões musculoesqueléticas, existe uma causa motora, muscular mas também, pelo menos é o que parece, uma causa estrutural. O autor não comenta neste caso qual a intervenção necessária. O trabalho multi disciplinar é fundamental, como é também a necessidade de mais estudos de busca das causas e de formas de tratamento.


Artigo completo

terça-feira, 19 de abril de 2011

Alongamento

Será que o calor ou frio interfere na flexibilidade dos músculos quando aplicado antes dos exercícios de alongamento? Foi justamente isto que procurou responder artigo publicado na Revista Motricidade de dezembro de 2010.

Teoricamente, o uso do calor antes dos exercícios de alongamento promoveria um ganho maior de flexibilidade pois acarretaria um aumento na extensibilidade das fibras colágenas, uma diminuição da viscosidade e tensão tecidual, favorecendo o relaxamento das propriedades mecânicas do músculo. O frio por sua vez, provocaria menor sensação de desconforto e dor durante a execução do alongamento o que permitiria uma tensão maior e maior eficiência.


Participaram do estudo 40 jovens divididos em 4 grupos: 1º)- Grupo controle: Não realizou nenhuma manobra; 2º)- Grupo 2: Alongamento estático por 3 minutos durante 5 dias; 3º)- Grupo 3: Alongamento precedido de calor por ondas curtas e 4º)- Grupo 4: Alongamento precedido por crioterapia. Ambos os grupos de intervenção aumentaram a flexibilidade dos isquiotibiais, porém sem diferença estatística entre os grupos. Podemos concluir, que o alongamento estático promove aumento da flexibilidade independentemente do uso de recursos térmicos.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Diferenças Biomecânicas

Inúmeras pesquisas tem sido feitas com o objetivo de determinar o porque as mulheres apresentam uma incidência de lesões no joelho maior que os homens. Os fatores que predispõe a mulher a desenvolver as lesões são:

1)-Anatômicos;

2)-Hormonais;

3)-Biomecânicos.

Dentre estes fatores, o que a Fisioterapia efetivamente pode intervir são os fatores biomecânicos. Com o intuito de apresentar os resultados de estudos que tentaram verificar as diferenças biomecânicas dos membros inferiores entre os gêneros, o artigo plublicado pela Revista Fisioterapia em movimento apresenta uma revisão sobre o assunto muito interessante. O artigo também propõe como atuar frente a estas desordens, com o objetivo de prevenir futuras lesões.


Artigo Completo-Muito bom

quarta-feira, 23 de março de 2011

Estabilização Segmentar

Exercícios de estabilização segmentar é uma técnica utilizada para tratar as disfunções da coluna vertebral, e parte do principio que a estabilidade dos segmentos da coluna consiste da interação de três sistemas distintos(Panjabi,1992):



  • Passivo: ligamentos, tendões e vértebras;
  • Ativo: Músculos;
  • Neural.

Ambos os sistemas trabalham em sinergia e a disfunção em um deles compromete a estabilidade vertebral. A estabilização segmentar, baseada em diversos estudos, divide o sistema muscular em dois segmentos, os músculos superficiais e os profundos. Os exercícios realizados respeitam esta divisão, e as evidências encontradas em revisões sistemáticas na literatura, apontam a maior eficiência da estabilização quando comparado com os exercícios de fortalecimento tradicionais (Van Tulder,2000 e Ferreira, 2006).

Com o objetivo de comparar a efetividade dos exercícios de estabilização, pesquisadores da UNIVAP, publicaram um estudo realizado com 12 mulheres jovens com dor lombar inespecífica e concluíram que os exercícios foram efetivos na redução da dor e da incapacidade funcional.

É IMPORTANTE LEMBRAR QUE ESTE TIPO DE ESTUDO POSSUI UMA FALHA, POIS NÃO APRESENTAM GRUPO CONTROLE, ISTO IMPEDE QUE PODEMOS CONCLUIR QUE OS EXERCÍCIOS SÃO REALMENTE MAIS EFETIVOS QUE QUALQUER OUTRA MODALIDADE TERAPÊUTICA, PORÉM NÃO INVÁLIDA COMO REFERÊNCIA PARA A PRATICA CLÍNICA E PRINCIPALMENTE PARA FUTURAS PESQUISAS.

Texto Completo

terça-feira, 15 de março de 2011

Efeitos da Imobilização

As entorses de tornozelo são as lesões músculo-esqueléticas mais comuns, sendo o movimento de inversão a principal causa. O tratamento pode ser cirúrgico, mas na maioria dos casos é conservador. O tratamento conservador envolve o tratamento farmacológico, PRICE*, cinesioterapia e imobilização.

A imobilização pode levar a uma redução da função neuromuscular, isto é, redução da força, do volume, da atividade elétrica do músculo e da concentração de fibras lentas oxidativas, além de alterações na relação força-comprimento dependendo do tipo e do tempo de imobilização realizada. Todas essas alterações repercutem de forma negativa na realização da função protetora do músculo e dos tecidos que envolvem a articulação, ou seja, os mecanismos de defesa estariam prejudicados e a possibilidade de lesões recorrentes aumentada.

Trabalho publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte em 2010 teve como objetivo analisar as adaptações dos músculos flexores plantares e dorsais do tornozelo de indivíduos submetidos a 14 dias de imobilização após entorse. Foram recrutados 11 sujeitos com entorse grau II (Wexler), onde há estiramento dos ligamentos sem ruptura total e dor e edema moderados, que ficaram imobilizados por duas semanas deambulando com carga parcial (2 muletas). A avaliação dos sujeitos constou de: Perimetria, ADM, torque isométrico máximo e atividade Eletromiográfica.

Obs.: A comparação foi feita com o membro saudável contra lateral.

Os resultados do estudo mostram redução da circunferência nas regiões proximais da perna, da ADM de flexão plantar e dorsal, do torque isométrico máximo e do sinal EMG do tibial anterior em todos os ângulos de movimento.

Este estudo mostra que há uma redução na capacidade de produção de força mesmo após um período curto de imobilização, observação que deve ser levado em conta pelo profissional durante a reabilitação dos pacientes imobilizados.Texto Completo

*PRICE: Proteção, repouso, gelo, compressão e elevação.

quarta-feira, 9 de março de 2011

SPADI

Tão importante quanto o diagnóstico clínico, é saber qual a repercussão da patologia na qualidade de vida da pessoa, contribuindo para facilitar o terapeuta na tomada de decisões clínicas. Os questionários de avaliação funcional são importantes para este objetivo.
Para evitar a proliferação de questionários de avaliação, incentiva-se a tradução, adaptação cultural e validação de ferramentas criadas em outras línguas. O Shoulder Pain and Disability Index (SPADI) é uma destas ferramentas que foram criadas com o objetivo de avaliar a dor e a incapacidade das disfunções do ombro. O SPADI consiste de 13 itens distribuídos no domínio da dor e de função, sendo cada item pontuado de 0 a 10, onde a pontuação final obtida é convertida em percentagem.
Artigo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia teve como objetivo traduzir e adaptar culturalmente o SPADI para o lingua portuguesa e analisar a sua confiabilidade em diferentes condições musculoesqueléticas dolorosas específicas do complexo articular do ombro. Os autores do estudo concluíram que a tradução se mostrou uma ferramenta confiável para avaliação da qualidade de vida dos portadores de disfunções musculoesqueleticas do complexo do ombro.

quarta-feira, 2 de março de 2011

SDPF e Eletroestimulação

A hipótese mais aceita para explicar a dor anterior causada pelo mau alinhamento patelar, também chamado de Síndrome de Disfunção Patelo Femural (SDPF), é o desequilíbrio muscular entre o vasto medial obliquo (VMO) e vasto lateral (VL). Nos tratamentos conservadores da síndrome a estimulação elétrica é uma boa alternativa. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia verificou a eficácia de um programa de fortalecimento muscular através da eletroestimulação, utilizando a eletromiografia de superfície (EMG). Participaram do estudo 10 mulheres com diagnóstico médico de SDPF. O programa de fortalecimento foi realizado 3 vezes por semana durante 18 semanas e a corrente utilizada foi uma bipolar assimétrica, com largura de pulso de 0,5 milisegundos e frequência de 50 Hz. A duração inicial foi de 7 minutos progredindo até 30 minutos. Os resultados do estudo mostraram que não houve alteração do controle motor relativo ao momento em que os músculos foram ativados, mas houve uma melhora na capacidade de gerar força do VMO após a estimulação, o que mostrou ser eficiente na melhora da dor e da capacidade funcional reforçando portanto, que a eletroestimulação deve ser utilizada como tratamento conservador para a síndrome.
Um ponto interessante do texto do trabalho são os critérios de inclusão do estudo, que pode ser utilizado como critérios para o diagnóstico da síndrome na prática clínica.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Propriocepção do Joelho

Qual a melhor forma de avaliar a propriocepção no joelho?

Artigo publicado na Actafisiatrica faz uma revisão que objetiva identificar as técnicas utilizadas para avaliar a propriocepção no joelho e estabelecer qual seria a melhor. Segundo os autores não há um consenso na literatura qual a melhor técnica pois a maioria dos resultados publicados são contraditórios.
Existem diversas maneiras de mensurar o controle neuromuscular:
  1. Estudos morfológicos anatômicos: Identificam mecanorreceptores;
  2. Avaliação Neurofisiológica;
  3. Avaliação clínica: Sentido da posição estática, sentido da velocidade do movimento (Cinestesia) e equilíbrio postural.

Por que avaliar a propriocepção?

A quantificação dos deficits proprioceptivos é importante para avaliar as lesões articulares, para tomar as decisões de tratamento, o tipo de reconstrução cirúrgica e a eficácia da reabilitação (Cachupe WJC, 2001).

Artigo Completo

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

AJPMR_Março de 2011

Revisão sistemática publicada na mais recente edição da American Journal of Physical Medicine and Reabilitation, sugere que o uso de ortese (Brace) nos joelhos varos ou valgos, e nos pés de pacientes idosos com osteoartrite são eficazes na redução da dor, na diminuição da rigidez articular, na diminuição da dosagem de medicamentos. Há também uma melhora na propriocepção, equilibrio e diminuição na limitação funcional. Os autores sugerem que os braces Knee e ortoses nos pés podem ser empregadas no tratamento conservador destes pacientes.
Texto completo pago

Exercícios Resistidos I

Força muscular é a capacidade de exercer tensão muscular contra uma resistência, superando, sustentando ou cedendo a ela (Guedes, 1997). Já exercício resistido pode ser definido como o conjunto dos processos e meios que levam ao aumento e aperfeiçoamento da força muscular, associada ou não a outra qualidade física (Lambert, 1987).A regulação da força pode ocorrer de duas formas:
  1. Aumento do recrutamento das unidades motoras (UMs): Quanto maior o número de UMs recrutadas maior a força. Se todas as UMs forem recrutadas a força máxima do músculo terá sido desenvolvida.

  2. Aumento da frequência do estímulo: Quanto maior a frequência maior a força.

Tipos de contração muscular:

  1. Isotônica: O músculo aumenta a tensão muscular e altera seu comprimento, se o comprimento aumenta a contração é excêntrica se diminui, a contração é concêntrica.

  2. Isométrica: Aumento de tensão sem alterar o comprimento.

Mecânica da contração muscular:

Tipos de Fibras:
  1. Contração lenta: Fibras vermelhas, tônicas e oxidativas, sendo mais adequadas em atividades de resistência (Tipo I).
  2. Fibras de contração rápida: Fibras brancas, fásicas e glicolíticas, são destinadas a esforços de curta duração e intensidade alta. São chamadas de fibras do tipo II e podem ser divididas em IIa e IIb. As fibras IIa são intermediárias entre a lenta e rápida.

O treinamento pode levar a conversões de tipos de fibra IIa para IIb, porém não está claro se há conversão do tipo I para o tipo II (Kramer, 2002).

Exercícios resistidos II - Adaptações Neurais (Breve)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Força Muscular X Mulheres

Estudo publicado na Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano comparou a influência da idade na massa muscular e força muscular nos membros superiores e inferiores nas mulheres com idade entre 40 e 60 anos, e concluiu que as mulheres apresentaram menores valores de massa e força musculares a partir da 5ª década de vida, o que poderia explicar a menor força nestes indivíduos. A diminuição da força nos MMII é fator de risco para doenças articulares, quedas e limitação funcional.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Imunosenescência e Exercício Físico

O processo de envelhecimento causa alterações fisiológicas, morfológicas e funcionais, tornando o individuo mais susceptível a doenças que afetam a qualidade de vida do idoso. Diversos são os sistemas que sofrem danos com o tempo, entre eles podemos citar o sistema imune, o que faz com que o idoso tenha maior probabilidade de adquirir infecções, diminuição da resposta fisiológica aos tratamentos já iniciados, maior risco de doenças não transmissíveis como a diabetes, a aterosclerose e o câncer.
A pratica regular de atividade física tem demonstrado ser um importante recurso na diminuição dos efeitos do envelhecimento nos diversos sistemas fisiológicos. Especificamente no sistema imune, o exercício parece reduzir os níveis de mediadores pró-inflamatorio e aumentar os anti-inflamatórios promovendo uma proteção importante contra diversas doenças crônicas.
O artigo IMUNOSENESCÊNCIA E EXERCÍCIO FÍSICO, publicado na Educação Física em Revista, faz uma interessante revisão sobre a relação entre a pratica regular de atividade física e as respostas do sistema imunológico, mostrando importantes benefícios.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Treinamento Aeróbio X Hipertensão

Diversos estudos mostram que apenas 1/3 dos pacientes hipertensos que estão em tratamento alcançam níveis pressóricos considerados normais, em torno de 140X90 mmHg. Isto ocorre porque o tratamento está focado na medicação, pouco se faz com a alimentação e com a pratica diária de exercícios. O exercício aerobio por exemplo, pode reduzir significativamente a pressão arterial, além de melhorar a qualidade de vida de quem pratica. É importante dizer que não só a atividade aeróbia consegue este feito mas também OS EXERCÍCIOS DE FORÇA.
Por isso vale a pena conferir a revisão publicada na Revista Ciência e Movimento sobre o assunto. Nós fisioterapeutas, profissionais da área de saúde, lidamos diariamente com um significativo número de pacientes hipertensos, por isso temos obrigação de sermos instrumentos de prevenção e promoção da saúde.
Texto Completo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mobilização Neural X Alongamento Muscular

Estudo publicado na Fisioterapia e Movimento realizou uma comparação entre a mobilização neural (MN) e o alongamento muscular em pacientes portadores de lombalgia crônica. Segundo os resultados ambos as técnicas obtiveram resultados significativos na melhora da dor, da flexibilidade e das atividades funcionais.
Os autores do trabalho concluem que ambos os recursos terapêuticos foram eficazes, mas a mobilização neural apresentou resultados mais significativos. Cuidado com este tipo de conclusão, se não houve diferença estatística, não há relevância clínica, ou seja, não existe diferença nos resultados e não há resultados mais expressivos. A análise estatística serve para demonstrar a diferença entre os dois procedimentos, se na análise não ocorreu diferença estatisticamente significativa, o efeito de ambos são rigorosamente iguais. Um outro ponto importante é que o estudo não usou um grupo controle, por isso quem garante que se as pessoas durante estas 20 sessões não tivessem feito nada, também não iriam melhorar?
Fiquem de olho nas referências do trabalho, não é uma boa estratégia usar LIVRO como referência, o correto é usar artigos de boa qualidade metodológica.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Biomecânica

Qual a força que os Eretores da Espinha devem fazer nas 3 posições?
Lc = 44 cm;
Massa do tronco = 37 Kg;
d = 4 cm;
g = 9,81 m/s2

Resposta:

Fe * d - mg*Lc*sen x = 0

Fe = 2823 N (para um x=45º)
Fe = 3993 N (para um x=90º)
Fe= 2823 N (para um x=135º)

Pelos resultados encontrados, o Eretor da Espinha é capaz de gerar forças que são 4 vezes o peso do corpo, músculos pequenos que não pesam mais que 1 Kg. Se não entendeu como chegar ao resultado, envie um comentário, participe.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Padrão de ativação muscular e Lesões

Existe uma relação importante entre o padrão de ativação muscular e as disfunções do sistema músculo-esquelético. Cada músculo ou grupamento muscular é responsável por uma função na realização de um movimento, alguns desempenham um papel mobilizador principal, outros auxiliam estes músculos fazendo o papel de sinergistas e outros participam da função estabilizadora. Para que o movimento ocorra sem causar lesões é preciso haver uma coordenação perfeita de todos eles, precisam ser ativados na hora certa, no momento certo com a intensidade certa. Hábitos posturais viciosos, movimentos repetitivos e sedentarismo, podem causar nos grupamentos musculares a diminuição da força, da flexibilidade, o aumento da rigidez e alterações no padrão de ativação neural, ou seja, os músculos podem atrasar a sua ação prejudicando o movimento. Este movimento pode ser realizado, o que na maioria das vezes ocorre, mas a forma com que ocorre pode ser lesiva, causando microtraumas.
A extensão do quadril na posição prono pode ser usada como exemplo. Neste movimento há a participação dos isquiotibiais, eretores espinhais e glúteo máximo. Se houver um padrão de ativação muscular que priorize a ação dos isquiotibiais sem a participação dos estabilizadores da coluna lombar, que são os eretores espinhais e a do glúteo que além de auxiliar a extensão também estabiliza a pelve, ocorrerá um movimento excessivo, e por isso indesejável, nas vértebras lombares. Existem algumas evidências que os pacientes com lombalgia crõnica inespecifica apresentam alteração no padrão de ativação muscular no movimento de extensão do quadril na posição prono, estes pacientes acionam os extensores adiantados em relação aos estabilizadores.
Artigo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia fez uma análise eletromiográfica justamente deste movimento, e não encontrou diferença significativa entre indivíduos saudáveis e portadores de lombalgia. Apesar dos resultados não confirmarem a teoria exposta acima, os próprios autores reconhecem a necessidade de novas pesquisas. Teoria é uma coisa, comprovação é outra, por isso continuamos tentando entender as causas para que o tratamento proposto seja cada vez melhor. Lembre-se que existem outros estudos que mostram resultados diferentes, há a dúvida, somente muita pesquisa vai responder e dizer quem está certo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Disfunção Sacro-ilíaca

Artigo publicado no número novo da FISIOTERAPIA EM MOVIMENTO, faz um levantamento sobre a frequência de disfunções sacro-ilíacas (DASI) em jovens com dor lombar. É sabido que as DASI podem ser as causas da dor lombar. Segundo este levantamento, na população estudada, 35% dos jovens tinham DASI, ou seja, suas dores lombares eram causadas na sacro-iliaca e não na região lombar. Este dado demonstra a importância de se investigar a presença das DASI nestas e outras populações com lombalgia. Para isto, diversos estudos tem sugerido 4 testes:
  1. Prova de Gaenslen;
  2. Compressão ilíaca;
  3. Thigh thrust;
  4. Compressão sacra.

A presença de dor em 3 destes testes, confirmam o diagnóstico de DASI. É um artigo interessante e possui uma bibliografia importante neste assunto (13,14 e 18), vale a pena dar uma olhada.

Outro dado importante e relevante, é que 100% dos jovens com DASI tinham encurtamento nos isquiotibiais. Esta disfunção gera alterações no ritmo lombopélvico que causa prejuízos na absorção de choques da articulação sacro-iliaca durante a marcha, o que por sua vez sobrecarregaria os discos intervertebrais da região lombar acarretando dor nesta região.

Artigo completo

Deficit muscular após cirurgia

Artigo publicado na PHYSICAL THERAPY em outubro de 2009 discute sobre o deficit muscular, torque e potência, que ocorre na musculatura extensora e flexora do joelho após artroplastia. Este deficit se mantém mesmo depois da alta na reabilitação, o que traz pejuizos nos testes funcionais realizados no estudo. Diversos estudos tem mostrado que o deficit nesta musculatura aumenta o risco de quedas, por isso é importante a observação deste ponto durante a reabilitação, já que a população que é submetido a este tipo de cirurgia são idosos que já tem este risco, em função da idade, aumentado. Além do risco de queda, este deficit diminui a mobilidade e a capacidade funcional.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Obesidade e Osteoartrite

Artigo publicado na BMJ_2009 mostra o efeito da dieta e do exercício na osteoartrite de joelho em indivíduos com sobrepeso ou obesos. Sabe-se que a obesidade é fator de risco para diversas doenças crônicas, e entre elas a osteoartrite. Diminuir o excesso de peso e fortalecer a musculatura são duas intervenções citadas em diversos artigos. O objetivo deste artigo foi comparar o efeito destes dois tratamentos, para isso foram recrutados 389 sujeitos, entre homens e mulheres, que foram divididos em 4 grupos diferentes; um grupo que só realizou dieta, um grupo que só realizou os exercícios, um grupo de dieta e exercício e um grupo controle que não sofreu intervenção. Os grupos que realizaram exercício obtiveram uma melhora na dor e na função mais significativas que o grupo que só realizou dieta, mostrando que não basta só perder peso, mas que é fundamental o incremento no tratamento de exercícios de fortalecimento muscular. O mais interessante é que estes exercícios eram feitos em casa e tinham orientação apenas uma vez por semana.
A pratica de uma atividade física mostra mais uma vez o seu papel importante na promoção de saúde e na melhora da qualidade de vida.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Síndrome Patelofemural_Tese de Mestrado

Tese de Mestrado de Sandra Aliberti apresentada na Faculdade de Medicina da USP faz um estudo interessante com pacientes portadores da Síndrome Patelofemural, mostrando a complexidade desta patologia e as controvérsias da literatura a respeito da causa e do tipo de tratamento mais eficiente para esses pacientes.
Seu enfoque está direcionado para o alinhamento postural e dinâmico do retropé apontado como causa por alguns autores.
Interessante texto para estudo e importante também seria a busca das referência apresentadas no trabalho.
Resumo Original
A síndrome da dor patelofemural é uma das disfunções mais comuns que acometem o joelho, principalmente mulheres jovens fisicamente ativas. No entanto, o tratamento permanece desafiador por carecer de bases científicas que direcionem sua reabilitação. Distúrbios no alinhamento estático e dinâmico dos membros inferiores, como a pronação excessiva do retropé, têm sido associados na clínica e embasados teoricamente como fatores de risco para a disfunção. No entanto, estudos experimentais que embasem esta relação ainda são controversos. O objetivo geral deste estudo foi verificar a influência da síndrome da dor patelofemural no alinhamento postural do retropé e joelho, assim como na distribuição da pressão plantar durante a fase apoio do descer escadas e em três subfases do apoio da marcha. Foram estudados 77 adultos jovens de ambos os sexos, divididos em grupo controle (GC=47) e grupo síndrome da dor patelofemural (GSPF=30). Para responder a questões científicas específicas, foram realizados três experimentos. O experimento 1 teve o objetivo específico de verificar a associação entre a síndrome da dor patelofemural e o alinhamento postural dos membros inferiores (n=77; GC=47,GSPF=30). Para tanto, foram avaliadas três medidas clínicas: o ângulo do retropé, o ângulo Q (fotogrametria digital) e a orientação médiolateral da patela (método adaptado de Mc Connell). O experimento 2 teve como objetivo específico investigar a distribuição da pressão plantar de indivíduos com e sem diagnóstico de síndrome da dor patelofemural durante o descer escadas, e avaliar a dor dos sujeitos com essa disfunção antes e após a tarefa proposta (n=74; GC=44,GSPF=30). Para tanto, avaliouse a distribuição da pressão plantar por meio de palmilhas capacitivas (Pedar X System) na fase de apoio do descer escadas e a dor referida pelos sujeitos pela escala analógica visual de dor antes e depois da tarefa motora. O experimento 3 (n=57; GC=35,GSPF=22) buscou especificamente avaliar a influência da síndrome da dor patelofemural na distribuição da pressão plantar durante o contato inicial, médio-apoio e propulsão da fase de apoio da marcha. Os principais resultados demonstraram que não houve influência da disfunção no alinhamento postural do retropé e joelho. No entanto, durante o descer escadas, a síndrome da dor patelofemural esteve associada à um contato medialmente direcionado no retropé e médio-pé, assim como menores sobrecargas plantares, provavelmente associadas ao aumento significativo da dor relatada pelos sujeitos após a tarefa. Na marcha, os sujeitos com a disfunção realizaram novamente um contato inicial medialmente direcionado no retropé e uma propulsão mais lateralizada no antepé. Os resultados deste estudo mostram que a síndrome da dor patelofemural não esteve relacionada ao alinhamento postural do retropé e joelho, mas influenciou o padrão dinâmico da distribuição da pressão plantar tanto na marcha como no descer escadas. Estes achados confirmam a importância da avaliação dinâmica durante a reabilitação dos indivíduos com esta disfunção.
Texto completo no site Teses e Dissertações da USP. Clique Aqui

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Síndrome Patelofemural

A síndrome da dor patelofemural (SDPF) pode ser definida como uma dor anterior no joelho ou retropatelar, sendo agravada pelas atividades esportivas, subir e descer escadas, caminhar em terrenos inclinados, agachar e sentar por tempo prolongado.

Os fatores causadores da síndrome ainda não são bem estabelecidos, sendo que alguns autores citam as alterações biomecânicas do membro inferior como uma causa provável, e o desequilíbrio dinâmico entre os estabilizadores mediais (vasto medial obliquo - VMO) e os laterais (Vasto lateral obliquo e lateral longo - VLO e VLL) como a principal alteração. Esta teoria é confirmada por alguns estudos, mas não observada em outros.

Diante disto, o objetivo do estudo foi avaliar o tempo de reação reflexa (TRR) dos músculos VMO, VLL, VLM em indivíduos saudáveis e portadores da SDPF.
Os resultados do estudo mostram que VMO obliquo atinge o pico de ativação atrasado em relação aos estabilizadores laterais em ambos os grupos, não havendo diferença significativa. O estudo sugere que o TRR não pode servir como parâmetro para diferenciar os indivíduos portadores da SDPF, dos indivíduos saudáveis.

Lembrar que a amostra deste estudo era composta de individuos assintomaticos e que a SDPF é uma patologia de carater multifatorial.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Peso, Altura e Pressão Plantar

A baropodometria é um exame que avalia a distribuição da pressão plantar. É descrito na literatura que alguns fatores podem influenciar essa distribuição, entre eles o peso, a altura e o índice de relação entre as duas medidas, o IMC.

Este trabalho tem o objetivo de analisar se há uma relação entre esses fatores e pressão plantar em trabalhadoras que utilizam a postura ortostatica como predominante no trabalho.
A sobrecarga imposta pode gerar alterações biomecânicas e estresse articular que ocasionam doenças no pé, tornozelo, quadril e coluna, por forças cumulativas, daí a importância desta avaliação, justamente com o objetivo de prevenir disfunções do sistema musculo-esquelético.
O trabalho conclui através dos resultados obtidos que os picos de pressão são maiores quanto maior o IMC e a estatura.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Instabilidade Crônica de Tornozelo

Análise da Performance Funcional em Indivíduos com Instabilidade do Tornozelo: Revisão Sistemática

As entorses de tornozelo são as lesões mais freqüentes, onde o mecanismo causador mais comum é a supinação excessiva (Inversão + Flexão plantar) do complexo tornozelo-pé.
Cerca de 40-72% das lesões levam a problemas crônicos, como entorses recorrentes e limitação funcional.
As causa da instabilidade são:
*Instabilidade mecânica;
*Instabilidade funcional (déficits neuromusculares e proprioceptivos).
O objetivo do trabalho, publicado na RBME_2009, foi “realizar uma revisão sistemática da literatura a fim de levantar a existência de medidas clínicas que avaliem a performance funcional de indivíduos com instabilidade crônica do tornozelo, assim como levantar a existência de estudos que verifiquem objetivamente a presença de déficits de performance funcional nesses indivíduos”.
Foram selecionados inicialmente 253 estudos, mas apenas 6 preencheram os critérios de inclusão desta revisão. Após a verificação dos estudos observou-se que apenas os testes Multiple hop test e SEBT tem sua validade e confiabilidade verificadas como instrumentos de avaliação capazes de detectar déficits na performance funcional em indivíduos com instabilidade do tornozelo.
Os déficits apresentados em ambos os testes estão relacionados com uma dificuldade de realizarem correções posturais necessárias para completar as tarefas motoras requeridas, ou seja, esses sujeitos apresentariam um déficit de equilíbrio dinâmico, o que reforçam a idéia de que a instabilidade está relacionada com a presença de déficits proprioceptivos e de controle neuromuscular.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pilates

O estudo teve como objetivo analisar a influência do Pilates® sobre a força na flexão do braço e nos exercícios abdominais durante 9 semanas. Foram recrutadas 12 voluntárias que realizaram o Pilates® 3 vezes por semana durante 50 minutos. O teste de flexão de braço foi realizado em quatro apoios até a exaustão, enquanto os abdominais foram o número de repetições durante 1 minuto. Os resultados do pré-teste e do pós-teste foram significativos, o que credencia o Pilates® como uma modalidade de exercício para a saúde e qualidade de vida e para a reabilitação das disfunções da coluna.
Inúmeros são os estudos na literatura que mostram os benefícios do Pilates®. Pesquisa realizada no Pubmed encontrou mais de 30 estudos com a palavra Pilates® no titulo dos artigos, e vários destes mostram resultados positivos na aplicação do método em diversas patologias.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

LCA e CCF e CCA

Artigo publicado na revista brasileira de Biomecênica analisa a co-ativação dos músculos da coxa em exercícios de cadeia cinética aberta e fechada em indivíduos com lesão do LCA.
Estudos anteriores mostram que há uma fraqueza de quadríceps após reconstrução do ligamento, o que indica um trabalho especifico de fortalecimento deste músculo. O problema do trabalho de fortalecimento é sobrecarregar o enxerto, já que a extensão do joelho leva a uma translação anterior da tíbia que leva a uma tensão no LCA. A co-ativação muscular é importante para estabilizar o joelho e diminuir com isso a tensão no ligamento operado.
Qual tipo de exercício é mais eficiente? É o que o trabalho tenta responder.
O artigo faz na introdução uma belíssima revisão sobre co-ativação e sua importância na reabilitação.
Os resultados revelaram que não há diferença significativa entre o lado lesado e normal em exercícios de CCA ou CCF, e que também não há diferença nos diferentes ângulos propostos em CCA. Estes resultados colocam em dúvida o papel dos isquiotibiais na proteção do LCA em CCA. Já em CCF a co-ativação é maior quanto menor os ângulos de flexão.
Outro achado importante é a maior co-ativação em CCF quando comparado com os exercícios em CCA, o que contribui com a estabilidade do joelho e menor tensão do LCA.
O trabalho conclui que os exercícios em CCF a 30º são os mais indicados no protocolo de reabilitação do joelho se há o objetivo de aumentar o valor de co-ativação da musculatura da coxa.


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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Glossário de Termos

Um interessante glossário de termos que são mais usados em metodologia de pesquisa, e áreas afins como epidemiologia e estatística. Você encontrará mais de 350 termos que te ajudarão a entender alguns conceitos que são utilizados nos artigos científicos, como por exemplo, os termos confiabilidade, especificidade, variabilidade, validação, reprodutibilidade...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Flexibilidade dos Isquiotibiais

Artigo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte faz um estudo sobre a influência do número de sessões por semana na flexibilidade dos músculos isquiotibiais, e chega a uma conclusão interessante, não há diferença significativa entre os grupos que realizam 3X por semana, quando comparados com o grupo de 5X por semana. Porém o grupo que realizou o treino com 5X, apresentou uma melhora mais rápida (3ª sessão) que o outro grupo, que foi apresentar sua melhora apenas na 10ª sessão. É bom lembrar que havia um grupo controle que não fez nenhum tipo de treino e não apresentou nenhuma melhora.





terça-feira, 9 de junho de 2009

Dor lombar e sua relação com o quadril e o pé.

Artigo publicado no JOSPT 1999 o autor descreve, através de um estudo de caso, a relação entre quadril, pé e dor lombar. Diversos estudos mostram a relação entre ADM de rotação de quadril e dor lombar, e outros mostram a relação entre a pronação excessiva e dor lombar. Neste estudo o autor faz uma interessante discussão sobre estas relações.
O paciente descrito apresentava dor lombar crônica, com sinais de disfunção na articulação sacroiliaca e já tinha feito tratamentos diversos, entre eles osteopatia, sem melhora prolongada dos sintomas.
Através da correção da assimetria na rotação lateral do quadril e do uso de palminha para corrigir a pronação excessiva do pé, o paciente apresentou melhora dos sinais e sintomas até um ano após o tratamento.
Apesar de ser somente um estudo de caso, é um interessante artigo.

Sinais e sintomas sugestivos de disfunção sacroiliaca:
-Dor em volta ou próximo do sulco sacral;
-Dor à palpação do sulco sacral;
-Paciente com mobilidade de tronco normal e sem ou com pouca dor;
-Dor sem sinais neurológicos (dor irradiada);
-Rotação de quadril mostra assimetria;
-Há evidência de obliqüidade pélvica;
-Paciente apresenta dor leve a moderada;
-Paciente não apresenta dor à palpação na região lombar.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Exercício de Resistência Progressiva

Artigo publicado na Physical Therapy-Novembro de 2005 faz uma revisão sobre Exercício de resistência progressiva (PRE) na Fisioterapia, examinando os efeitos positivos e negativos desta intervenção, usando para isso revisões sistemáticas produzidas sobre o tema em diversas áreas.
Foram revisados 18 artigos de revisão sistemática sobre o tema: 4 na área de cardiopulmonar, 5 em disfunções musculo-esqueléticas, 4 neuromuscular e 5 em geriatria.
Principais resultados encontrados:
Cardiopulmonar:
DPOC: Há um aumento significativo na capacidade de produzir força em MMSS e MMII, sem efeito na função respiratória. Não encontrou melhora significativa no desempenho do teste de caminhada de 6 minutos, mas houve uma melhora quando se utilizou a análise do questionário de qualidade de vida (SF-36).
PA: Uma metanálise mostrou melhora da pressão sitólica, diastólica, pressão arterial média e frequência cardíaca de repouso após PRE. Nenhum artigo mostrou se a melhora foi mantida após a intervenção.
Musculoesquelética:
Dor Lombar e Cervical: Conclui-se que o treino de resistência melhora a dor e a capacidade de gerar força. Foi demonstrado também, que a capacidade de gerar força foi acompanhado por hipertrofia dos músculos do tronco. O PRE foi mais efetivo que o repouso, mas obteve os mesmos resultados quando comparados com o treino de flexibilidade e os exercícios aeróbios.
Artrites e Fraturas: O PRE melhora a dor e a capacidade de realizar as AVDs.
Neuromuscular:
PC: Há fortes evidências que o PRE pode aumentar a habilidade de gerar força em pessoas com PC. Concluiu-se também que o PRE não aumenta a hipertonia.
AVE: O PRE aumenta a capacidade de gerar força, mas não são todos os trabalhos que mostram melhora nas atividades funcionais, portnto não há um consenso.
Geriatria: Fortes evidências que o PRE aumenta a capacidade de gerar força em pessoas idosas, independente da idade, e que também um aumento na massa magra após um período de intervenção.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tendinose Patelar

A Tendinose Patelar é uma patologia crônica-degenerativa do tendão patelar sem necessariamente apresentar um quadro inflamatório que pode evoluir para uma ruptura total. Ocorre em função de uma sobrecarga no tendão, que gera um deficit na relação degradação/regeneração levando a uma degeneração tecidual. Os fatores causadores podem ser treinamento excessivo, erro na execução do gesto esportivo, superficie de treinamento, alterações anatomicas e biomecânicas, desequilíbrios e encurtamentos musculares, entre outros. Diversos autores tem sugerido também que o alinhamento do calcâneo, antepé e patela estaria associado ao surgimento da tendinose patelar. Esse desalinhamento causaria durante a marcha uma pronação excessiva do pé, o que sobrecarregaria a banda iliotibial, que quando sobrecarregada levaria a patela em um movimento lateral excessivo, esse movimento desalinharia o tendão patelar sobrecarregando-o de forma assimétrica.
Diversas medidas podem ser feitas para avaliar o desalinhamento patelar, entre elas podemos citar os ângulos de McConnel, Arno e ângulo Q.
No artigo Comparação do alinhamento anatômico de membros inferiores entre individuos saudáveis e individuos com tendinose patelar, o autor avalia estes diversos ângulos nos dois grupos, e encontra valores do ângulo de Arno maiores significativamente em individuos com tendinose quando comparados com indivíduos normais. Em individuos com o ângulo de Arno maiores, ocorreria um aumento das forças lateralizantes sobre a patela durante as atividades funcionais.
Vale a pena dar uma lida no artigo completo (Site do Crefit-3_RBF 2005_Vol 9:101-107)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Avaliação clínico-radiográfica da mobilidade da lordose lombar

RESUMO
O objetivo deste trabalho foi estabelecer o padrão normal dos valores angulares para a lordose lombar, determinar a mobilidade clínico-radiológica no plano sagital (flexo-extensão) da coluna lombar e testar a força dos músculos abdominais em indivíduos de ambos os sexos em três faixas etárias. MÉTODOS: Foram avaliados 150 indivíduos, sem queixas álgicas ou deformidades vertebrais, todos escolhidos aleatoriamente. Os participantes foram divididos em três grupos de 50 indivíduos de acordo com a faixa etária I) 0 a 20; II) 21 a 40 e III) 41 a 60 – totalizando 79 do sexo masculino e 71 do feminino. Todos foram submetidos a exames radiográficos da coluna lombar em ortostatismo, na incidência em perfil, com o tronco em flexão máxima e em posição neutra. Os indivíduos da pesquisa foram também avaliados quanto à capacidade de realizar exercícios abdominais com os membros inferiores estendidos e fletidos, para investigar a atuação dos músculos lordogênicos e antilordogênicos, respectivamente. A partir das radiografias, foram medidos os seguintes ângulos: a) entre o topo de L1 e o topo de L5; b) topo de L1 e a base de L5; c) topo de L1 e o topo de S1; d) base de L5 e o topo de S1 (ângulo da articulação lombossacra) e e) topo de L5 e base de L5 (acunhamento de L5). RESULTADOS: Nos três grupos, os resultados médios para os ângulos a, b e c foram, respectivamente, de 37°, 44° e 57° em neutro e de –1°, 6° e 11° em flexão máxima. No grupo I, as médias foram de 33,3°, 42° e 56,7° em neutro e de –18,8°, –12,4° e –12,4° em flexão máxima; no grupo II, foram de 36,1°, 42,9° e 55,9° em neutro e de 4,2°, 10,6° e 18,1° em flexão máxima; e no grupo III, de 41,2°, 48° e 58,2° em neutro e de 12,6°, 18,5° e 26,5° em flexão máxima. Para o ângulo da articulação lombossacra, as médias foram de 14,6°, 12,2° e 10,1° em neutro e de 1,4°, 7,5° e 7,9° em flexão máxima, para os grupos I, II e III, respectivamente. A média do ângulo de acunhamento de L5 foi de 8,6°, 7,6° e 4,4° em neutro e de 5,9°, 6,1° e 3,6° em flexão, para os grupos I, II e III, respectivamente. Exercício abdominal com os membros inferiores estendidos foi realizado por 100% dos indivíduos no grupo I, 70% no II e 48% no III, enquanto que com os membros inferiores fletidos foi executado por 96% do grupo I, 46% do II e 16% do III. CONCLUSÃO: Decrescem concomitantemente a mobilidade em flexão da coluna lombossacra e a força dos músculos abdominais com o aumento da idade.
  • O trabalho é interessante e vale a pena uma lida, pois mostra que nos sujeitos analisados ocorre uma manutenção nos ângulos da lordose lombar nas diversas faixas etárias, mas uma diminuição na mobilidade e na força dos abdominais, no qual ocorre um desequilíbrio de forças entre iliopsoas e abdominais. O iliopsoas com o aumento da idade fica mais forte, sendo que ele é lordosante, enquanto os abdominais são retroversores da pelve. Esse desequilíbrio agrava as consequências advinda da lordose para as articulações facetárias da coluna, aumentando a sobrecarga e os movimentos translatórios excessivos, gerando mais dor e mais desgaste.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tratamento de manipulação da coluna para dor lombar (Cochrane Review)
Assendelft WJJ, Morton SC, Yu Emily I, Suttorp MJ, Shekelle PG
Esta revisão deve ser citada como: Assendelft WJJ, Morton SC, Yu Emily I, Suttorp MJ, Shekelle PG. Tratamento de manipulação da coluna para dor lombar (Cochrane Review) (Cochrane Review). In: Resumos de Revis�es Sistem�ticas em Portugu�s, Issue , . Oxford: Update Software.
Resumo
Objetivos

Solucionar as discrepâncias relacionadas ao uso do tratamento de manipulação da coluna e as atualizar estimativas de efetividade já existentes, comparando o tratamento de manipulação da coluna com outros tratamentos e incorporando dados de ensaios clínicos controlados randomizados recentes e de qualidade boa na metanálise.
Antecedentes
A dor lombar é uma doença dispendiosa, para a qual se recomenda freqüentemente o tratamento de manipulação da coluna. Revisões sistemáticas anteriores e diretrizes médicas mostram resultados discrepantes sobre a efetividade desse tratamento para dor lombar.
Estratégia de pesquisa
Foi realizada busca eletrônica nas seguintes bases de dados, desde seu respectivo início até janeiro de 2000: The Cochrane Central Register of Controlled Trials, MEDLINE, EMBASE e CINAHL. Foi usada a estratégia de busca do grupo The Cochrane Back Group. Também se verificaram as referências de revisões sistemáticas anteriores.
Critério de seleção
Ensaios clínicos controlados randomizados que avaliaram o tratamento de manipulação da coluna para pacientes com dor lombar com, pelo menos, um dia de seguimento e, no mínimo, um desfecho clinicamente importante.
Recompilação e análise de dados
Dois autores, que trabalharam como revisores em todas as etapas da metanálise, extraíram independentemente os dados sem mascaramento. Os tratamentos para comparação foram classificados nas sete categorias seguintes: simulação, tratamento convencional da clínica geral, analgésicos, fisioterapia, exercícios, educação postural ou um grupo de tratamentos julgados não efetivos ou até mesmo prejudiciais (tração, colete, repouso no leito, tratamento domiciliar, gel tópico, ausência de tratamento, diatermia e massagem simples).
Resultados principais
Foram identificados trinta e nove ensaios clínicos controlados randomizados. Foram desenvolvidos modelos de meta-regressão para dor aguda ou crônica e para dor e função a curto e médio prazo. Para pacientes com dor lombar aguda, o tratamento de manipulação da coluna só foi melhor do que a simulação (diferença de 10 mm [IC 95%: de 2 a 17 mm] em uma escala análoga visual de 100 mm) ou do que os tratamento julgados não efetivos ou até mesmo prejudiciais. O tratamento de manipulação da coluna não apresentou vantagem estatística ou clinicamente significante sobre o tratamento clínico geral, o uso de analgésicos, a fisioterapia, o uso de exercícios ou a educação postural. Os resultados para pacientes com dor lombar crônica foram semelhantes. A irradiação da dor, a qualidade do estudo, a profissão do manipulador e o uso de manipulação isolada ou combinada com outros tratamentos não afetaram esses resultados.
Conclusões dos revisores
Não há evidências de que o tratamento de manipulação da coluna seja melhor do que outros tratamentos padrão para pacientes com dor lombar aguda ou crônica.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Exercícios para dor lombar

Artigo publicado no American Journal Lifestyle Medicine (maio 2009), mostra a importância de manter o paciente com dor lombar realizando exercício físico, pois caso opte por uma vida sedentária ou dê preferência ao repouso, a possibilidade de cronificar seu quadro aumenta. Um terço dos pacientes que não tiveram nenhum atividade por conta das dores, voltaram a sentir 3 meses após a melhora do quadro inicial. Fortes evidências sustentam um programa de exercícios de força e flexibilidade associado a orientações domiciliares e ergonomicas para pacientes com dor lombar, seja aguda ou crônica. É lógico que nos casos agudos, o programa deve ser realizado com cautela e de forma mais leve, pois deve se evitar o repouso, já que a melhora obtida somente com o repouso, desaparece alguns meses depois.
Am J Lifestyle Med. 2009;3(1):63-70

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tese de Mestrado

Avaliação da marcha em idosas ativas e sedentárias
Resumo Original
O aumento da expectativa de vida é um dos objetivos da saúde pública, porém, não menos importante, é a preservação da capacidade e independência funcional. A dificuldade de locomoção é um dos fatores mais limitantes das atividades de vida diária dos idosos. O envelhecimento e a inatividade contribuem para a diminuição da força muscular e da flexibilidade, aumento da incidência de quedas e perda da capacidade para as atividades da vida diária. O objetivo deste estudo foi avaliar a marcha de indivíduos idosos: sedentários e praticantes de exercícios, gerais ou resistidos. Foram feitas as medidas espaciais e temporais da marcha com utilização de pegadas com tinta marcadas em uma passadeira de papel e de um cronômetro. Os parâmetros avaliados foram medidos em marcha de dez metros. Resultados: O grupo de sedentários apresentou menor velocidade e maior tempo da marcha; menor comprimento dos passos e das passadas, e menor cadência. Entre os dois grupos praticantes de exercícios, não houve diferenças. A largura do passo não foi diferente entre os três grupos, pois depende mais dos fatores antropométricos para o posicionamento dos pés. Os exercícios físicos podem ter influenciado nos parâmetros da marcha do que a altura dos indivíduos. Este estudo mostra que o exercício físico regular melhora os parâmetros da marcha.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Prevenção de lesões do LCA

Estudo de revisão publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte faz uma análise da importância de um trabalho de prevenção das lesões do LCA nos atletas de futebol. O artigo faz uma discussão interessante sobre a epidemiologia das lesões de LCA, os fatores internos e externos predisponentes da lesão e propõe um programa de prevenção de lesão do LCA em jogadores de futebol que deveria fazer parte do treinamento dos atletas.
Programa de prevenção de lesões do LCA em futebolistas
Prevenção de lesões do ligamento cruzado anterior em futebolistas.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Revisão Sistemática

Revisão é um resumo de todos os estudos publicados na literatura sobre um determinado assunto. A revisão sistemática é uma revisão planejada para responder determinada pergunta, que usa "métodos sistemáticos para identificar, selecionar e avaliar criticamente os estudos, e para coletar e analisar os dados destes estudos incluídos na revisão", coletando o que tem de melhor na literatura especializada. Por isso na hierarquia das evidências cientificas, as revisões sistemáticas estão no topo da pirâmide, mostrando sua importância para a prática clínica e a pesquisa.

"Conhecer o processo de desenvolvimento de uma revisão sistemática pode auxiliar o leitor a compreender esse tipo de estudo. No entanto, o leitor tem de se preparar ainda para avaliar a qualidade da revisão sistemática17,18 e para selecionar o que interessa entre diferentes revisões sobre o mesmo tema19. É importante considerar como as conclusões desse tipo de estudo podem ser aplicadas na prática clínica, levando-se em conta o paciente e o contexto em que essa será implementada.
A publicação de estudos de revisão sistemática, bem como de outros que sintetizam resultados de pesquisa, é um passo para a prática baseada em evidência. Mas, para que isso ocorra de fato, torna-se necessária uma mudança de comportamento por parte dos profissionais da saúde. Essa mudança implica não só consumir a literatura disponibilizada, mas também levar essa informação para a prática clínica cotidiana. O objetivo final desse processo é melhorar a qualidade dos cuidados oferecidos pelos profissionais da saúde".

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Avaliação pós-artroscopia

Estudo publicado na revista Arthritis & Research em dezembro de 2006, analisou a força e a performance funcional de 45 pacientes que foram submetidos a cirurgia de menisco (retirada parcial ou total) 6 meses a um ano antes da pesquisa. Foram também medidos a dor, a função nas AVDs e esportes e a relação com a qualidade de vida, usando para isso KOOS (Knee Injury and Osteoarthrits Outcome Score). Os resultados mostraram que havia uma diferença entre o lado operado e o sadio, onde o operado apresentava índices menores de força e função.
O artigo mostra a importância do trabalho de recuperação pós-operatória na força principalmente do músculo quadríceps, que mostrou uma relação importante com a função. É comum a alta prematura do paciente sem a recuperação devida do mesmo. Clique Aqui

Figure 2. Knee Injury and Osteoarthritis Outcome Score (KOOS) results for the study group versus 2 reference groups from a previous study ([26]). Mean scores are reported as an outcome profile of the 5 dimensions of the KOOS. A score of 100 represents no knee problems, and 0 represents extreme problems. ADL = activities of daily living; Sport/Rec = sports and recreation; QOL = quality of life; -- = present study group; -- = patients with radiographic osteoarthritis who underwent meniscectomy 17 years ago; -- = age- and sex-matched controls without osteoarthritis or known knee injury.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Artigo_Flexibilidade (Revisão)

O treino da flexibilidade muscular e o aumento da amplitude de movimento: uma revisão crítica da literatura. Motri., dez. 2008, vol.4, no.4, p.59-70.
Resumo:
O treino da flexibilidade muscular põe em evidência uma série de princípios neurofisiológicos e um conjunto intrincado de propriedades musculares e visco-elásticas. São diversos os métodos de estiramento realizados nos contextos clínico e desportivo. Apesar da sua utilização ser comum, não é usual os profissionais de saúde e educação reflectirem sobre as componentes e eficácia dos diversos métodos de estiramento. Neste artigo, realizamos uma revisão crítica dos diversos métodos utilizados no treino de flexibilidade, assim como dos princípios e parâmetros que com eles se relacionam. Daremos especial ênfase aos princípios em que se baseia a facilitação neuromuscular proprioceptiva e os diversos métodos de relaxamento local, como o aquecimento. Para além disso, teremos em conta os dados reveladores relativos ao paradoxo do Coeficiente de elasticidade, os quais podem ajudar a conceber uma filosofia de intervenção do treino de flexibilidade divergente relativamente ao que classicamente tem sido defendido e efectivado.