segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Telessaúde UERJ


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Core Stability

O que é mais efetivo?

Qual exercício é mais efetivo na reabilitação de portadores de dor lombar crônica não-específica?
Sabemos que o exercício supervisionado é efetivo no tratamento da dor lombar crônica, porém ainda não sabemos qual tipo é o mais efetivo (STANDAERT,2008 - MACEDO,2009).

"Sabe-se o que fazer, mas não sabemos como fazer"

Tentando descobrir como fazer, Tondel et. al. (2010) realizaram um trabalho que tinha o objetivo de comparar a eficiência de 3 técnicas de exercícios para a reabilitação de pacientes com dor lombar crônica:
  • Motor Control Exercises (Estabilização);
  • Sling Exercise (Intervenção baseada no controle da coluna enquanto o paciente é suspenso);
  • Exercícios Gerais (Funcionaou como grupo controle).
Foram recrutados 109 pacientes divididos em 3 grupos que realizaram os exercícios durante 8 semanas uma vez por semana, e foram acompanhados durante 1 ano.

A)-Motor Control Exercises - B)- Sling Exercise - C)- Exercícios Gerais
Resultados

Foram avaliados a intensidade da dor, o Index Owestry Disability e Finger-to-floor distance (Testes funcionais). Para ambos os grupos houve diferença significativa do inicio ao pós-tratamento e após um ano, porém não houve diferença entre os grupos.

O estudo revela que não houve diferença entre o grupo que realizou exercícios gerais (grupo controle) quando comparado com os grupos que realizaram exercícios específicos, ou seja  a dúvida permanece. É importante uma avaliação criteriosa para a execução de um programa realmente efetivo, o que dá certo com um paciente pode não dar com outro. Diversas pesquisas mostram resultados bem mais significativos no grupo que realiza os exercícios de estabilização, que requerem uma progressão que não foi respeitada neste estudo. Por isso sugiro acompanhar esta discussão, pois trarei vários outros estudos e convido-os para um debate. Poste seu comentário ou sugira um trabalho.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Core Stabilization e Abdominais

Os exercícios abdominais com os joelhos dobrados e as mão cruzadas na cabeça são exercícios praticados pelas forças armadas já a muito tempo. Evidências mostram que estes exercícios podem causar lesões principalmente na lombar, por aumentarem a carga que esta região esta sujeita causada pela tração dos flexores do quadril e a falta de estabilização vertebral decorrente da fraqueza e atraso da ativação motora dos músculos considerados estabilizadores da coluna (tranverso do abdómen e multifídeos).
(MC GILL,1995; RICHARDSON,1997).

Estudo publicado na Physical Therapy avaliou se os exercícios de estabilização (Core Stabilization) comparado com os exercícios tradicionais influenciariam na incidência de lesões músculo-esqueléticas e na quantidade de dias de afastamento. O estudo concluiu que não houve diferenças significativas entre os dois tipos de exercícios na incidência de lesões e nos dias de afastamento, porém o grupo que realizou os exercícios de estabilização tiveram menos dias de afastamento em comparação com o outro grupo (4.2 contra 8.3). Os autores mostram que esta diferença também não foi significativa estatisticamente.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Osteoartrite e Joelheira

Artigo publicado na Revista Brasileira de Reumatologia "teve como objetivo investigar a eficácia imediata da joelheira elástica na dor e na capacidade funcional em indivíduos portadores de OA nos joelhos, visando à sua importância clínica como coadjuvante durante a realização do tratamento baseado em exercícios". O interessante na metodologia do estudo é que o avaliador era "cego", o que diminuiria a tendenciosidade dos resultados.
O estudo recrutou 80 voluntários que usaram a joelheira durante determinados testes funcionais. A escolha do tamanho da joelheira foi definida pela circunferência do joelho: tamanho P de 32 a 35 cm, M de 35 a 39 cm e G de 39 a 44 cm. Os testes utilizados foram Stair Climb Power Test (SCPT), Timed Up and Go (TUG) e Caminhada de 8 Metros (C8M), além da escala visual analógica (EVA) para avaliar a intensidade da dor. Os testes foram realizados com e sem joelheira; a ordem e a presença ou ausência das joelheiras durante os testes foram randomizadas.
Os resultados mostraram diferenças significativas na EVA durante o teste SCPT, no tempo dos testes C8M e TUG na comparação dos grupos com e sem joelheira.
Existem evidências que o uso de joelheiras aumentam o senso de posição articular, favorecendo o equilíbrio estático e dinâmico do joelho, aumentando com isso a segurança do usuário (POWERS,2004), este estudo confirma estes achados e coloca a joelheira como mais uma terapia no alívio da dor e na melhora da capacidade funcional nos pacientes com osteoartrite e outras disfunções articulares.
LEMBREM-SE: A JOELHEIRA É APENAS MAIS UMA TERAPIA, NÃO SUBSTITUI A REABILITAÇÃO ATRAVÉS DOS EXERCÍCIOS DE FORÇA E FLEXIBILIDADE.
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sábado, 22 de outubro de 2011

EMG - Isquiotibiais e Quadriceps na DAJ

A dor anterior de joelho (DAJ), é uma entidade multifatorial comum em jovens ativos. Alguns autores relatam que a principal causa é o mau-alinhamento da patela (POWERS,1998 - CLELAND,2002) e o atraso na ativação dos músculos estabilizadores (Vasto medial VM e lateral VL) a principal causa deste desalinhamento (VOIGHT,1991 - WITVROUW,1996 - COWAN,2001). O desequilíbrio entre as porções lateral e medial dos isquiotibiais (ITB) poderiam também gerar uma rotação da tíbia e causar a DAJ, por isso os autores do estudo (PATIL,2011) propuseram fazer um estudo do desequilíbrio dos ITB através da eletromiografia (EMG). Para isso foram recrutados 37 pacientes jovens e divididos em 2 grupos, sem dor e com DAJ, e o padrão de ativação dos ITB e Quadriceps foram avaliados.
Não houve diferença significativa entre os estabilizadores da patela (VM e VL), mas houve diferença entre as porções medial e lateral dos ITB, com a porção lateral sendo ativada mais cedo que a porção medial. Segundo os autores este atraso causaria uma rotação lateral excessiva o que levaria a um mau alinhamento patelar e consequentemente DAJ.
Este estudo, apesar de suas limitações, mostra que devemos avaliar a flexibilidade, força e padrão de ativação dos ITB em pacientes com DAJ.

Fonte:
Patil, S., et al.,2010, "An electromyographic exploratory study comparing the difference in the onset of hamstring and quadriceps contraction in patients with anterior knee pain". Knee, 2010.

Próximo- Avaliação e Tratamento da DAJ

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Desalinhamento Patelar

O desalinhamento patelar é uma das muitas causas de desordens no mecanismo extensor do joelho. Diversos fatores são causadores deste desalinhamento e diversos testes são propostos para quantificar estes desalinhamentos. Os principais testes são:

(1)- Ângulo-A: Formado pela intersecção de duas linhas; linha que divide a patela em duas metades e a linha entre o polo inferior e o tubérculo da tíbia;  
Ângulo-A
  
(2)- Ângulo-Q: Formado pela linha que liga a espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) e o centro da patela, e a linha do centro da patela à tuberosidade da tíbia;


Ânuglo-Q

(3)- Lateral patellar glide: É a relação da distância do centro da patela à face medial e lateral;
Patellar Glide
(4)- Patellar Tilt: É a relação da faceta medial da patela e a faceta lateral. O desalinhamento mostra uma proeminência da faceta lateral;
Patellar Tilt
(5)- Rotação Interna e Externa da patela:
RI e RE da Patela
(6)- Posição Anterior e Posterior: É demonstrada pela posição do polo inferior da patela durante a contração do quadríceps;
Posição Anterior_Posterior
Fonte: JOSPT - December (ARNO,1990)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Escola de Postura e MacKenzie

O objetivo do estudo é comparar duas técnicas no tratamento de dor lombar não específica: Escola de postura e Mackenzie. Foram avaliados 18 pacientes através da NRS, instrumento utilizado para avaliar a dor; Roland Morris Disability Questionnaire, para avaliar o desempenho funcional e o Flexímetro para avaliar a flexibilidade.
Ambos os tratamentos foram eficazes.
O artigo traz como anexo os programas utilizados. Vale a pena conferir.
ARTIGO COMPLETO

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Revista FISIOTERAPIA EM MOVIMENTO

(1)- Alterações neuromusculares no quadril associadas a entorses de tornozelo: Revisão da literatura.
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(2)- Efeitos de diferentes exercícios físicos na marcha de idosos saudavéis: Revisão da literatura.
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(3)- Alterações posturais da coluna e instabilidade lombar no indivíduo obeso: uma revisão de literatura.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Confiabilidade da Medida de ADM do Tornozelo

A medida da amplitude de movimento é um recurso importante na avaliação de um paciente em tratamento fisioterápico. Por isso é fundamental analisar, dentre as técnicas conhecidas, qual a confiabilidade das medidas, quando repetidas pelo mesmo avaliador (confiabilidade intra-examinador) e quando realizado por diferentes avaliadores (confiabilidade interexaminador).
Os dois métodos apresentados abaixo para avaliação da ADM do tornozelo são a goniometria através de um goniômetro universal, e o método de mensuração funcional proposto por Bennel et al (1998).


Venturini C (2006) realizou um estudo que avaliasse a confiabilidade justamente destes dois métodos, e encontrou que a confiabilidade da avaliação funcional é superior ao goniometro universal, tanto com o mesmo avaliador quanto com avaliadores diferentes, o que sugere que este método é mais confiável para a aplicação clínica. Os resultados apontaram de baixa a moderada confiabilidade das medidas intra e interexaminadores para a goniometria.


O texto completo explica como realizar a medida pelo método funcional.(Link)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Terapia Manipulativa Ortopédica (TMO)

Dor vertebral crônica é uma doença multifatorial que atinge milhares de pessoas. Cerca de 80% da população tem ou terá um caso de dor vertebral em algum momento da vida. Diversos tratamentos são propostos para resolver tal problema, entre eles podemos citar a Terapia Manipulativa Ortopédica (TMO). Define-se como TMO qualquer tipo de intervenção manual onde o objetivo é focado no tratamento da dor e disfunção articular, além do uso de exercícios terapêuticos. Incluem mobilização articular associadas à movimentação ativa ou passiva, técnicas de Mulligan, mobilizações passivas fisiológicas e/ou acessórias, Maitland, quiropraxia, osteopatia e técnicas de energia muscular.


Com o objetivo de investigar o efeito da TMO nos casos de dor cervical e lombar, foi publicado na ACTA FISIATRICA de dezembro de 2010 uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados (ECRs). Foram encontrados 24 artigos e 19 foram selecionados.


Os resultados desta revisão apontaram que tal procedimento por si só é eficaz, porém ainda há resultados contraditórios quando acompanha-se o resultado dos pacientes a longo prazo. Outros mostram que somente a utilização da TMO é ineficaz a longo prazo, quando administrada sem a associação de exercícios terapêuticos específicos.


Não foi possível provar se alguma técnica é superior a outra no tratamento da dor vertebral crônica. Não foi possível também provar que os exercícios de fortalecimento da musculatura profunda seja mais eficaz que os exercícios gerais.




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Incidência de Lesões Musculares



Qual lesão muscular é mais comum em atletas de Futebol?

Foram selecionados 2299 que se lesaram no período de 2001 a 2009 com o objetivo de fazer um levantamento de quais músculos são mais lesados nos atletas de futebol.

-Segundo o estudo a média de lesão por temporada é igual 0.6 lesões por atleta, ou seja, um time com 25 jogadores pode esperar cerca de 15 lesões musculares por temporada;

-As lesões musculares constituem 31% de todas as lesões;

-91% de todas as lesões afetam 4 grupos principais: Isquiotibiais (37%), adutores (23%), quadriceps (19%) e panturrilha (13%);

-60% das lesões são recidivas;

-Estas lesões causam significativas ausências dos atletas nos clubes;

-As lesões aumentam com a idade.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Obesidade e Osteoartrite

Através de uma revisão publicada no recente numero da Physical Therapy, foi criado um guia para o tratamento de adultos obesos ou com sobrepeso (IMC maior que 25 Kg/m2) com osteoartrose (OA) nos membros inferiores através do uso da atividade física e da dieta. Foram selecionados artigos de Janeiro de 1966 até Novembro de 2010.


Os autores da revisão sugerem que a atividade física e a dieta são benéficos no tratamento da OA, principalmente na diminuição da dor e na melhora do status funcional. Concluem também, que quando comparou-se atividade física sozinha, dieta sozinha e atividade física e dieta, esta produziu os melhores resultados.


Texto Completo Pago (Resumo)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Equilibrio e Hidroterapia

Série de exercícios de um programa de hidroterapia para a melhora do equilíbrio em idosos. Segundo artigo publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia esta série promoveu melhoras significativas no equilíbrio de 25 idosas recrutadas para o estudo. O programa foi aplicado 2 vezes por semana durante 12 semanas com sessões de 40 minutos de duração. A melhora do equilíbrio foi medida por meio da escala de equilíbrio de Berg e pelo teste Time Up Go.



Texto Completo

Centro de Gravidade e Equilíbrio Corporal



Com o objetivo de estudar as causas do desequilíbrio postural, prevenir quedas, identificar as estrégias de manutenção da postura e a interação dos sistemas sensoriais envolvidos na estabilidade, diversos estudos sobre o equilibrio postural tem sido publicados. Um dos fatores identificados nestes estudos que influenciam na manutenção do equilibrio é o Centro de Gravidade (CG). Com o objetivo de analisar a influência e relações do CG com o equilibrio corporal, foi publicado na Revista Brasileira de Ciência e Movimento, uma revisão sobre Centro de Gravidade e equilíbrio corporal que mostra a relação da altura, do peso corporal, do género, da idade e do nível de atividade física com o CG e consequentemente com o equilíbrio. Os autores concluiram que a relação da altura do CG com o equilíbrio é uma abordagem pouco estudada, e que características física e genéticas podem provocar maiores oscilações corporais.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Instabilidade Escapular

A instabilidade escapular é apontada em diversos estudos como uma das causas das lesões no ombro (Ludewig P,2000 - Lusasiewicz A, 1999). 64% dos casos de instabilidade glenoumeral, coexistem com a instabilidade escapular. Uma das causas de movimentação anormal, e consequentemente instabilidade, é a ativação excessiva do trapézio superior (TS) quando comparado com o trapézio inferior (TI). Cools et al (2004) mostrou que atletas com síndrome do impacto apresentavam uma diminuição da atividade do TI e do trapézio médio em relação ao TS. O equilíbrio da razão TS/TI é fundamental para a estabilidade escapular e consequentemente, a estabilidade glenoumeral. É bom lembrar que instabilidade articular é causadora de lesões crônicas importantes.

No processo de reabilitação diversos equipamentos podem ser utilizados com o objetivo de melhorar a ativação dos diversos músculos do ombro. Entre estes equipamentos, está a HASTE OSCILATÓRIA.


Artigo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte recrutou 12 voluntárias para determinar a razão na ativação do TS e TI em diferentes exercícios na haste oscilatória. O estudo concluiu que houve diferença significativa entre os 3 exercícios executados com a haste, sendo que a razão ficou abaixo de 1, o que indica que a ativação do TS foi menor que o TI, mostrando sua eficiência no treinamento dos estabilizadores escapulares. Os autores recomendam com cautela o uso da haste na reabilitação do ombro, pois entendem que ainda há necessidade de novos estudos que confirmem seus achados e também que avaliem outros músculos, entre eles, os músculos do manguito rotador.
Texto Completo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Instrumentação em Biomecânica

Diversas são as ferramentas e instrumentações utilizadas na biomecânica desportiva, como as plataformas de força e equilíbrio, os eletrogoniometros e eletromiográfos. Selecionei um artigo interessante publicado em 2007 no Journal of Human Sport and Exercise, que faz um levantamento e uma breve explicação de muitos instrumentos utilizados na biomecânica.




terça-feira, 17 de maio de 2011

Diclofenaco e Paracetamol nas Entorses de Tornozelo

As lesões de tornozelo são comuns na pratica esportiva. pode ser classificada em 3 tipos de acordo com os sintomas e a integridade dos ligamentos. Causa dor e restrição da ADM o que leva a um prejuízo da função. Na reabilitação deste tipo de lesão, é importante a recuperação completa da ADM para o retorno a pratica esportiva.


Diversos estudos tem utilizado o Diclofenaco e Paracetamol logo após a lesão, como anti-inflamatório e analgésico, porém sua influência na ADM passiva e ativa do tornozelo durante a reabilitação ainda não foi estudado. Artigo publicado no Journal of Human Sport e Exercise procurou avaliar justamente esta relação. Porém o estudo não revelou nenhuma diferença significativa do Diclofenaco em comparação com o Paracetamol na diminuição dor e na melhora ADM passiva e ativa. Outros estudos são necessários para a avaliação a longo prazo, já que este estudo limitou a um período inicial de tratamento (3º e 10º dia após a lesão).